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Economia

Moeda iraniana chega a nível mais baixo da história após EUA restaurar sanções da ONU

Rial caiu para 272.500 por dólar norte-americano

20 setembro 2020 - 10h00Por Jennifer Vargas*

Depois de o governo norte-americano afirmar que as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã haviam sido restabelecidas, o rial, moeda do país, recuou ao nível mais baixo de sua história neste domingo (20).

A ideia havia sido rejeitada pela maioria dos países integrantes da organização, por ser considerada ilegal, mesmo assim, em casas de câmbio de Teerã, o rial caiu para 272.500 por dólar norte-americano.

A notícia causou reações. Em coletiva de imprensa, Saeed Khatibzadeh, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, criticou as declarações do governo de Donald Trump de que o país não estaria cumprindo o acordo nuclear e ironizou a ameaça.

"Eles estão tentando fazer com que todos acreditem, mas ninguém está comprando, exceto eles próprios. É um programa de televisão cujo único apresentador, espectadores e aqueles que o aplaudem são o próprio Pompeo [secretário de Estado dos EUA] e um punhado de outros. A mensagem de Teerã para Washington é clara: volte à comunidade internacional, retorne a seus compromissos e pare de intimidação, para que a comunidade internacional aceite você", rebateu.

De junho para cá, o rial já perdeu mais de 30% de seu valor em relação ao dólar, desde que os EUA passaram a aplicar sanções contra o país, o que reduziu sua capacidade de vender petróleo globalmente. Para efeito comparativo, em 2015, época do acordo nuclear de Teerã com potências mundiais assinado pelo governo do ex-presidente Barack Obama, a moeda era cotada a 32.000 riais por dólar.

Membros do Conselho de Segurança do órgão, no entanto, dizem que os EUA perderam legitimidade para invocar sanções instantâneas quando Trump se retirou do acordo nuclear em 2018 e passou a impor novamente as sanções ao Irã.

Nesta semana a ONU realizará sua Assembleia Geral anual, enquanto a Casa Branca já se prepara para divulgar na próxima segunda-feira (21), uma ordem executiva para explicar como o país aplicará as medidas, delineando como indivíduos e empresas estrangeiras serão penalizados por violações.

*Com informações da AE