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Turismo

Pesquisa indica que brasileiros já planejam viagens para os próximos meses

Mesmo com pandemia e sem vacina, viajantes estão retomando planos

18 setembro 2020 - 11h00Por Jennifer Vargas*

Depois da paralisação das atividades por causa da Covid-19 e o alto impacto para as companhias aéreas em seus caixas, ao que tudo indica o setor deve voltar a aquecer em breve. De acordo com uma pesquisa realizada pelo governo federal, mais da metade dos passageiros entrevistados (53,6%) contaram já ter planos de pegar um voo nos próximos meses.

Apesar dos números de casos e óbitos em leve queda, ainda não se tem uma definição de quando a vacina para a doença estará disponível, o que parece não ser impeditivo para os viajantes. Um quarto deles, inclusive, contaram já estarem planejando voos para menos de um mês, com passagem comprada e tudo.

Embora 38,2% dos entrevistados tenham afirmado não ter planos de voar, a pesquisa mostra que, entre eles, 19% podem viajar de avião em três a seis meses. Mais receosos, estes preferem aguardar para retomar as viagens e mesmo com preços atrativos de passagens, estão deixando para pensar mais próximo da data da viagem. 

No Brasil, a pandemia chegou a provocar a redução de aproximadamente 92% dos voos programados, deixando a aviação como um dos setores mais afetados pela pandemia. A ideia da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) do Ministério da Infraestrutura e responsável pela pesquisa, é de realizar o levantamento mensalmente, pelo menos até o fim do ano, para conseguir medir a temperatura do mercado, entendendo quais serão as expectativas dos viajantes e a efetividade das medidas sanitárias adotadas.

Vale lembrar que as pessoas ouvidas estão entre passageiros que voaram entre janeiro de 2019 e março deste ano, entre eles, 34,4% têm ensino superior completo, e 33% ganham de quatro a dez salários mínimos, uma realidade bastante diferente da população em geral. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019 apontam que metade dos brasileiros sobrevive com apenas R$ 438 mensais.

 

*Com informações da AE